O som da tua voz me arranca o coração e dilacera minhas entranhas. Meu sangue começa a brotar, cada vez com mais voracidade, por entre minha carne como a nascente de um rio feroz. Aguas rubras, quase negras, poluídas por uma mistura de decepção, dor e ódio. Afogo-me com meu próprio sangue e me desvaio em pensamentos que levam pra longe de tudo isso. A visão de ti envenena minha alma, apodrece o que sobrou da minha carne, vai me matando pouco a pouco. Não consigo entender. Por que depois de tudo isso, jorram de seus olhos, que mais parecem diamantes, águas tão cristalinas, cheias de arrependimento e tristeza. O que se passa? Tuas lágrimas regeneram meu corpo e alimentam meu espírito. Mas as cicatrizes, as exteriores e as interiores, daquela carnificina não se apagaram e nunca irão
sábado, 24 de julho de 2010
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