domingo, 13 de junho de 2010

Louco Instinto


Ela voa, não caminha! - disse à mim mesmo naquele instante, vendo suas pernas esguias cobertas pela meia calça preta e seus pés flutuando sobre sandálias de salto alto finíssimo, tudo isso expelia sensualidade, ela cheirava a sexo. Em casa quando voltei à consciência aquela fêmea não saia da minha mente. Acendi um cigarro e servi-me de um copo de bourbon e fiz isso repetidas vezes. Agora eu estava no ponto certo comecei a imaginá-la sozinha comigo usando espartilho exibindo a pele branca da parte superior das suas coxas por cima das meias pretas, presas por ligas vermelhas. Que vontade de apertar fortemente suas ancas, massagear seus fartos seios, acariciar seus longos cabelos loiros, sentir seu maravilhoso perfume, poderia ser um J’Adore de Dior ou talvez um Chanel nº 5, bem, qualquer um combinaria com ela. Não me aguentava mais, queria possuí-la, partir para cima dela como um verdadeiro animal faminto, um calor percorreu toda minha espinha. Acordei. Senti meu estômago embrulhado, como se estive dando voltas, me servi de uma dose de bourbon. Eu ria, não queria desejar mais nada além dela estar ao meu lado numa cama me devorando e repartindo seu calor comigo. Ah! Esses seres do sexo feminino sabem como acender nos homens aqueles instintos rústicos que estão enterrados sob várias pilhas de compostura a qual estamos destinados a aprender para que nos considerem civilizados.

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