domingo, 20 de junho de 2010

Andarilho


Ando pelas ruas e sinto vento que bate forte na cara parece que rasga minha pele. Sigo andando e refletindo. Passo por uma sociedade que hoje só tem a sombra de um passado que era cheio princípios e sonhos. Sigo andando sem rumo e sem destino esperando alguma coisa diferente por cada lugar que passo, mas há somente pessoas iguais e previsíveis que se arrastam pelos cantos sem expectativa de serem livres. São apenas mais uns qualquer e escravos de uma cédula de papel. Fazem parte de um jogo de xadrez onde a maioria são peões os quais são sacrificados para o bem da partida enquanto as peças importantes sempre são bem protegidas. Pelo tabuleiro por entre os peões, reis, torres, como uma peça distinta de todas as outras e correndo o risco de ser eliminado, sigo andando, andando e andando.

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